O acompanhamento da glicemia e o controle de seus níveis no sangue faze parte de uma rotina comum no atendimento de saúde, principalmente quando a investigação ou o diagnóstico de diabetes mellitus estão envolvidos.
Entenda a seguir a importância de um controle glicêmico eficiente e como garantir ajustes nutricionais efetivos de acordo com as recomendações atuais em saúde.
O que é a glicemia?
A glicemia refere-se à concentração de glicose no sangue, sendo um indicador central da homeostase metabólica e utilizado para o diagnóstico de diabetes mellitus1.
A glicose representa a principal fonte de energia para as células do organismo e a sua regulação é essencial para o funcionamento normal do metabolismo2.
Os níveis de glicose sanguínea são regulados por mecanismos hormonais (insulina e glucagon), entre outros sistemas integrados para manter a glicemia estável. Esta regulação garante um adequado fornecimento de energia às células e previne estados de hipoglicemia ou hiperglicemia2.
Variações persistentes nos níveis de glicose estão associadas a condições como hiperglicemia e diabetes mellitus3.
Em condições fisiológicas normais, a glicemia de jejum em adultos saudáveis varia em torno de 70 e 99 mg/dL. Valores acima desse intervalo caracterizam hiperglicemia e podem indicar transtornos do metabolismo da glicose, incluindo pré-diabetes e diabetes mellitus3. Veja os critérios de diagnóstico a seguir, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes:
A importância do controle glicêmico
O
controle glicêmico, ou seja, a manutenção da glicemia em níveis dentro do recomendado, é crucial para a saúde, principalmente para aqueles com diabetes
4,5.
Um bom controle glicêmico pode retardar ou até mesmo evitar o surgimento do diabetes mellitus tipo 2 em pessoas que apresentam risco. Além disso, quando a glicemia é mantida dentro dos níveis adequados, previne-se o surgimento das complicações associadas à hiperglicemia crônica, tais como nefropatia, retinopatia, neuropatia e complicações vasculares6.
Além de medidas comportamentais, como a prática de atividades físicas regulares, e farmacológicas, com a ingestão de medicação adequada, a terapia nutricional ganha destaque como parte fundamental para que o controle glicêmico seja feito de forma eficiente4,5.
Terapia nutricional no controle glicêmico
A terapia nutricional tem impacto decisivo na obtenção e na manutenção do controle da glicemia e é parte central no tratamento do diabetes4. Por isso, garantir o equilíbrio dos macronutrientes, controlar a ingestão de carboidratos, reduzir o índice glicêmico dos alimentos e orientar uma dieta saudável são estratégias eficientes para manter os níveis de açúcar no sangue dentro do planejado4.
Neste sentido, a alimentação da pessoa com diabetes ou que precisa controlar a glicemia deve ser completa e variada, incluindo vegetais, frutas, grãos integrais e produtos lácteos5.
É importante haver um consumo adequado de carboidratos, entre 45 e 60% do valor energético total, assim como reduzir o consumo de carboidratos refinados e de açúcares adicionados, priorizando os alimentos integrais e com menor carga glicêmica4,5.
Considerando o cenário e a importância da nutrição no controle glicêmico, confira a seguir alguns nutrientes que merecem atenção especial.
As proteínas aumentam a saciedade e exercem efeitos poderosos na melhora da sensibilidade à insulina e no metabolismo da glicose, otimizando o controle da glicemia7.
De acordo com as evidências, existe uma associação entre a sarcopenia e o diabetes, uma vez que a redução da massa muscular impacta na resistência à insulina. Por isso, a prevenção da sarcopenia e a manutenção da massa muscular levam a benefícios no controle glicêmico e a ingestão adequada de proteínas é parte significativa nesse processo4.
Para adultos com diabetes mellitus e função renal preservada, a recomendação proteica é de 15 a 20% do valor energético total, variando de 1 a 1,5 gramas por Kg por dia4,5.
Uma ingestão proteica adequada promove benefícios para o controle glicêmico e para a saciedade, além de auxiliar na manutenção de massa muscular5.
Em casos de pré-diabetes, o
consumo de fibras de 25 a 30 gramas por dia é recomendado para reduzir o risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 24.
No caso de adultos já com diagnóstico de diabetes, o uso das fibras também é recomendado: no mínimo 25 gramas por dia. Esta estratégia ajuda a reduzir complicações, melhorar o controle glicêmico e atenuar a hiperglicemia pós-prandial4,8.
O cromo é um mineral que participa no metabolismo dos carboidratos, podendo potencializar a ação da insulina, reduzir a glicemia e aumentar a tolerância à glicose9.
A deficiência deste mineral já foi relacionada com quadros de hiperglicemia, assim como a sua suplementação parece ter efeitos benéficos no controle glicêmico10,11.
Estratégias para a prática clínica
A orientação nutricional para garantir um controle glicêmico satisfatório envolve alguns hábitos e estratégias importantes. Veja a seguir algumas orientações essenciais:
- Garantir uma alimentação rica em frutas e vegetais;
- Optar pelas versões integrais dos alimentos (pães, cereais, massas, etc);
- Evitar o consumo excessivo de carboidratos simples;
- Garantir um consumo suficiente de proteínas ao longo do dia;
- Associar o consumo de alimentos fontes de carboidratos aos proteicos;
- Consumir alimentos ricos em fibras e, se necessário, suplementá-las para atingir a meta diária.
Para garantir o controle da glicemia sem deixar de lado a qualidade nutricional, praticidade e sabor, o Excellence Glico Care pode entrar de forma assertiva na rotina.
Fonte de proteínas, fibras e nutrientes específicos para auxiliar no controle glicêmico, como o cromo, este suplemento pode ser uma ferramenta complementar às orientações de saúde, de acordo com as necessidades individuais e a orientação e acompanhamento de um profissional de saúde.