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30 de janeiro, 2026
- Por Acervo Grupo Piracanjuba

Qual o papel das fibras no controle da glicemia?

As fibras estão associadas a diversos benefícios à saúde. Entre eles, o auxílio no controle glicêmico ganha destaque nesta matéria. Confira a seguir!
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Qual o papel das fibras no controle da glicemia?
As fibras alimentares desempenham um papel essencial na saúde humana, relacionadas principalmente aos seus benefícios na motilidade e na flora intestinal1.  

Apesar do seu papel bem fundamentado na saúde digestiva e prevenção da constipação, o potencial das fibras para a saúde vai muito além. As evidências mostram que elas podem atuar na prevenção e manejo de doenças crônicas, tais como as doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e câncer de cólon1,2

Estas doenças representam um grande desafio de saúde pública em todo o mundo, o que torna o consumo de fibras na alimentação um ponto chave para a promoção da saúde2
 

As fibras e as suas funções principais 


As fibras alimentares são constituídas por polímeros de carboidratos, os quais não são quebrados pelas enzimas no intestino delgado1.  

Elas são classificadas em duas categorias principais, solúveis e insolúveis, sendo que cada uma delas possui efeitos fisiológicos distintos2

  • Fibras solúveis: auxiliam no controle glicêmico e promovem a saúde intestinal. 

  • Fibras insolúveis: contribuem para a saúde digestiva, melhoram a motilidade intestinal e estão relacionadas com um menor risco de alguns tipos de câncer. 


Elas são encontradas principalmente nos vegetais: cereais, leguminosas, frutas, hortaliças e tubérculos1.  

Entre os componentes das fibras alimentares, estão as pectinas, celulose, gomas, beta-glicanos e frutanos1

Os frutanos são polímeros de frutose e compreendem dois tipos principais de fibras, a inulina e os frutooligossacarídeos (FOS). São fibras solúveis que resistem à digestão no intestino delgado e são amplamente fermentados no intestino grosso. As suas principais fontes alimentares são a chicória, yacon, alho e cebola1.  
 

Os frutooligossacarídeos - FOS 


Os FOS são uma subclasse de oligossacarídeos conhecidos pelos seus efeitos prebióticos bem documentados, uma vez que estimulam o crescimento de bactérias benéficas no intestino4

Os seus efeitos benéficos na prevenção e controle de doenças são amplamente discutidos, principalmente em condições associadas ao aumento da resistência à insulina, como ocorre no diabetes mellitus5. A melhora da resposta glicêmica está associada a diferentes tipos de fibras, inclusive aos FOS1

Os FOS chegam ao cólon intactos, onde são utilizados como substrato pelas bactérias benéficas do intestino. Estas bactérias fermentam os FOS e produzem ácidos graxos de cadeia curta, os quais proporcionam diversos benefícios: melhora da função da barreira intestinal, redução da inflamação e melhora da sensibilidade à insulina6
 

As fibras e o controle glicêmico 


O diabetes mellitus tipo 2 (DM2), caracterizado pela resistência à insulina e hiperglicemia crônica, é uma condição que pode ser influenciada pela ingestão de fibras alimentares2

Estudos demonstram que as fibras ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina, a regular os níveis de glicemia e a reduzir o risco de desenvolver diabetes2. Um consumo elevado de fibras já foi associado à melhora do perfil da microbiota intestinal e a perfis metabólicos mais saudáveis para o DM27

Estes efeitos benéficos acontecem devido ao maior tempo de esvaziamento gástrico, à redução da taxa de absorção de carboidratos e à modulação da microbiota intestinal, com impacto na secreção de hormônios intestinais, como o GLP-14

De acordo com as evidências atuais, os benefícios metabólicos do FOS relacionados ao controle glicêmico parecem estar associados à produção de ácidos graxos de cadeia curta8, conforme citado anteriormente.  

Os ácidos graxos de cadeia curta são produzidos após a fermentação das fibras pelas bactérias intestinais e promovem efeitos benéficos e respostas metabólicas favoráveis relacionadas ao metabolismo glicêmico, tais como2,8

  • Estímulo à liberação de leptina: melhor regulação do apetite e do balanço energético. 

  • Promoção da secreção de GLP-1 e peptídeo YY: aumento da liberação de insulina e inibição da liberação de glucagon. 

Assim, os estudos sugerem que o consumo de FOS tem influência benéfica no metabolismo da glicose, com redução da glicemia em condições específicas, além de possíveis efeitos na sensibilidade à insulina5
 

Recomendação do consumo de fibras 


Tendo em vista a importância e atuação das fibras no controle glicêmico, confira a seguir as recomendações atuais de consumo: 

Para pessoas com pré-diabetes, o consumo de fibras de 25 a 30 gramas por dia é recomendado para reduzir o risco de desenvolver DM29

No caso de adultos já diagnosticados com DM2, o uso das fibras também é recomendado, no mínimo 25 gramas por dia. Esta estratégia ajuda a reduzir complicações, melhorar o controle glicêmico e atenuar a hiperglicemia pós-prandial9,10

 

O Excellence Glico Care no controle glicêmico 


Com 3,1g de fibras alimentares por porção, o Excellence Glico Care contribui com 12% da recomendação de fibras recomendada para diabéticos, considerando o consumo de uma porção ao dia.  

É um forte aliado como estratégia nutricional para pacientes com diabetes mellitus, pré-diabetes ou que necessitam investir em controle glicêmico por alguma questão clínica. 

Com sabor de baunilha, ele proporciona uma experiência prática e saborosa. Além das fibras, também é fonte de outros nutrientes que contribuem para o controle glicêmico, como proteínas, ômega 3, cromo e vitaminas B6 e B12.

De modo geral, para prevenir ou retardar o início da DM2, é essencial incentivar a perda de peso estruturada em um plano alimentar saudável, com redução de calorias, redução de gorduras saturadas e aumento da ingestão de fibras, associado à prática de atividade física9. Excellence Glico Care vai de encontro com as recomendações atuais e pode ser incluído na rotina juntamente com as melhores estratégias de saúde orientadas por um profissional!


Referências Bibliográficas
[1] International Life Sciences Institute do Brasil - ILSI Brasil. Fibra Alimentar – Série funções plenamente reconhecidas de nutrientes. 3. ed. São Paulo: 2024. 

[2] Alahmari LA. Dietary fiber influence on overall health, with an emphasis on CVD, diabetes, obesity, colon cancer, and inflammation. Front Nutr. 2024 Dec 13;11:1510564. 

[3] International Diabetes Federation (IDF). Diabetes facts and figures. Brussels: IDF; 2026 [citado 2025 jan 10]. Disponível em: https://idf.org/about%20diabetes/diabetes-facts-figures/. Acesso em 10 de janeiro de 2026. 

[4] Latcu OC, Hamamah S, Covasa M. Harnessing Prebiotics to Improve Type 2 Diabetes Outcomes. Nutrients. 2024 Oct 11;16(20):3447. 

[5] Costa GT, Guimarães SB, Sampaio HA de C. Fructo-oligosaccharide effects on blood glucose: an overview. Acta Cirurgica Brasileira. 2012 Mar;27(3):279–82. 

[6] Du Z, Bi Y, Li J, Xu Z, Ding J, Huang M, et al. Impact of fructooligosaccharides on gut microbiota and microbial metabolites in gestational diabetes mellitus: An in vitro fermentation model study. Journal of Functional Foods. 2025 Mar 23;127:106740–0. 

[7] Wang Z, Peters BA, Yu B, Grove ML, Wang T, Xue X, Thyagarajan B, Daviglus ML, Boerwinkle E, Hu G, Mossavar-Rahmani Y, Isasi CR, Knight R, Burk RD, Kaplan RC, Qi Q. Gut Microbiota and Blood Metabolites Related to Fiber Intake and Type 2 Diabetes. Circ Res. 2024 Mar 29;134(7):842-854. 

[8] Le Bourgot C, Apper E, Blat S, Respondek F. Fructo-oligosaccharides and glucose homeostasis: a systematic review and meta-analysis in animal models. Nutr Metab (Lond). 2018 Jan 25;15:9. 

[9] Ramos S, Campos LF, Maristela Strufaldi DRB, Gomes DL, Guimarães DB, Souto DL, Marques M, Sousa SSS, Lauria M, Bertoluci M, Campos TF. Terapia nutricional no pré-diabetes e no diabetes mellitus tipo 2: diretriz oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2023. 

[10] Nitzke D, Czermainski J, Rosa C, Coghetto C, Fernandes SA, Carteri RB. Increasing dietary fiber intake for type 2 diabetes mellitus management: A systematic review. World J Diabetes. 2024 May 15;15(5):1001-1010.



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