As fibras alimentares desempenham um papel essencial na saúde humana, relacionadas principalmente aos seus benefícios na motilidade e na flora intestinal1.
Apesar do seu papel bem fundamentado na saúde digestiva e prevenção da constipação, o potencial das fibras para a saúde vai muito além. As evidências mostram que elas podem atuar na prevenção e manejo de doenças crônicas, tais como as doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e câncer de cólon1,2.
Estas doenças representam um grande desafio de saúde pública em todo o mundo, o que torna o consumo de fibras na alimentação um ponto chave para a promoção da saúde2.
As fibras e as suas funções principais
As fibras alimentares são constituídas por polímeros de carboidratos, os quais não são quebrados pelas enzimas no intestino delgado1.
Elas são classificadas em duas categorias principais, solúveis e insolúveis, sendo que cada uma delas possui efeitos fisiológicos distintos2:
- Fibras solúveis: auxiliam no controle glicêmico e promovem a saúde intestinal.
- Fibras insolúveis: contribuem para a saúde digestiva, melhoram a motilidade intestinal e estão relacionadas com um menor risco de alguns tipos de câncer.
Elas são encontradas principalmente nos vegetais: cereais, leguminosas, frutas, hortaliças e tubérculos1.
Entre os componentes das fibras alimentares, estão as pectinas, celulose, gomas, beta-glicanos e frutanos1.
Os frutanos são polímeros de frutose e compreendem dois tipos principais de fibras, a inulina e os frutooligossacarídeos (FOS). São fibras solúveis que resistem à digestão no intestino delgado e são amplamente fermentados no intestino grosso. As suas principais fontes alimentares são a chicória, yacon, alho e cebola1.
Os frutooligossacarídeos - FOS
Os FOS são uma subclasse de oligossacarídeos conhecidos pelos seus efeitos prebióticos bem documentados, uma vez que estimulam o crescimento de bactérias benéficas no intestino4.
Os seus efeitos benéficos na prevenção e controle de doenças são amplamente discutidos, principalmente em condições associadas ao aumento da resistência à insulina, como ocorre no diabetes mellitus5. A melhora da resposta glicêmica está associada a diferentes tipos de fibras, inclusive aos FOS1.
Os FOS chegam ao cólon intactos, onde são utilizados como substrato pelas bactérias benéficas do intestino. Estas bactérias fermentam os FOS e produzem ácidos graxos de cadeia curta, os quais proporcionam diversos benefícios: melhora da função da barreira intestinal, redução da inflamação e melhora da sensibilidade à insulina6.
As fibras e o controle glicêmico
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2), caracterizado pela resistência à insulina e hiperglicemia crônica, é uma condição que pode ser influenciada pela ingestão de fibras alimentares2.
Estudos demonstram que as fibras ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina, a regular os níveis de glicemia e a reduzir o risco de desenvolver diabetes2. Um consumo elevado de fibras já foi associado à melhora do perfil da microbiota intestinal e a perfis metabólicos mais saudáveis para o DM27.
Estes efeitos benéficos acontecem devido ao maior tempo de esvaziamento gástrico, à redução da taxa de absorção de carboidratos e à modulação da microbiota intestinal, com impacto na secreção de hormônios intestinais, como o GLP-14.
De acordo com as evidências atuais, os benefícios metabólicos do FOS relacionados ao controle glicêmico parecem estar associados à produção de ácidos graxos de cadeia curta8, conforme citado anteriormente.
Os ácidos graxos de cadeia curta são produzidos após a fermentação das fibras pelas bactérias intestinais e promovem efeitos benéficos e respostas metabólicas favoráveis relacionadas ao metabolismo glicêmico, tais como2,8:
- Estímulo à liberação de leptina: melhor regulação do apetite e do balanço energético.
- Promoção da secreção de GLP-1 e peptídeo YY: aumento da liberação de insulina e inibição da liberação de glucagon.
Assim, os estudos sugerem que o consumo de FOS tem influência benéfica no metabolismo da glicose, com redução da glicemia em condições específicas, além de possíveis efeitos na sensibilidade à insulina5.
Recomendação do consumo de fibras
Tendo em vista a importância e atuação das fibras no controle glicêmico, confira a seguir as recomendações atuais de consumo:
Para pessoas com pré-diabetes, o consumo de fibras de 25 a 30 gramas por dia é recomendado para reduzir o risco de desenvolver DM29.
No caso de adultos já diagnosticados com DM2, o uso das fibras também é recomendado, no mínimo 25 gramas por dia. Esta estratégia ajuda a reduzir complicações, melhorar o controle glicêmico e atenuar a hiperglicemia pós-prandial9,10.
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Excellence Glico Care contribui com 12% da recomendação de fibras recomendada para diabéticos, considerando o consumo de uma porção ao dia.
É um forte aliado como estratégia nutricional para pacientes com diabetes mellitus, pré-diabetes ou que necessitam investir em controle glicêmico por alguma questão clínica.
De modo geral, para prevenir ou retardar o início da DM2, é essencial incentivar a perda de peso estruturada em um plano alimentar saudável, com redução de calorias, redução de gorduras saturadas e aumento da ingestão de fibras, associado à prática de atividade física9. Excellence Glico Care vai de encontro com as recomendações atuais e pode ser incluído na rotina juntamente com as melhores estratégias de saúde orientadas por um profissional!