A linha Excellence Care foi desenvolvida para oferecer suporte nutricional às diversas necessidades da vida adulta.
Com a Piracanjuba Health & Nutrition, você, profissional de saúde, tem acesso a conteúdos exclusivos
Visto que o sono é importante para o sistema imunológico, dormir bem pode ser um fator crucial para aumentar a imunidade. O papel dos nutricionistas é importante, não apenas na orientação correta dos nutrientes necessários para as células imunes, assim como, na alimentação para promoção do sono.
O tema sono e imunidade também é de interesse dos nutricionistas porque é importante entender que a privação de sono pode gerar prejuízo no sistema imunológico, ainda que seja realizado o aporte nutricional com vitaminas e minerais fundamentais para as células imunes.
O sono é um processo que requer atuação de várias regiões do sistema nervoso central e envolve diversos mecanismos, até mesmo, comportamentais. Sendo assim, é fundamental na manutenção da saúde em diversos aspectos, incluindo o funcionamento adequado do sistema imunológico. ¹
O sono e o sistema circadiano regulam processos imunológicos. Assim como são um pilar importante para a qualidade de vida, o sono pode fazer parte da anamnese nutricional. E você, nutricionista, sabe como seu paciente tem dormido?
Além da função reparadora do sono, dormir é importante para a proteção imunológica, bem como para conservação de energia. ¹
Imunopeptídeos, incluindo quimiocinas e citocinas produzidas nas células imunes, auxiliam na atuação do sistema nervoso frente à resposta imunológica. Dessa forma, estão presentes nos linfócitos receptores para diversos neurotransmissores, como peptídeo intestinal vasoativo, histamina e serotonina, além da noradrenalina e da acetilcolina. ¹
Outro motivo do sono auxiliar na imunidade é a conservação de energia, demandada na ativação imune de síntese de proteínas e proliferação celular. Dessa forma, durante o sono, as mudanças endócrinas liberam a reserva de estoque energético e a glicose de tecidos dependentes de insulina, por exemplo, para o sistema imunológico. ¹
É importante entender a relação entre o sistema imunológico e o próprio sistema nervoso. Essa influência é baseada na comunicação bidirecional entre o sistema nervoso central e o sistema imunológico. ¹
O sistema nervoso e o sistema imunológico compartilham sinais, incluindo os neurotransmissores, hormônios e citocinas. Tanto é que existem inervações diretas do sistema imune pelo sistema nervoso autônomo. ¹
As citocinas podem atuar de maneira autócrina, parácrina ou endócrina. Isto é, à curta distância, da célula para ela mesma, ou à longa distância, respectivamente. Logo, participam da liberação de óxido nítrico, importante mediador citotóxico de células imunes, capaz de destruir patógenos e células tumorais. As citocinas também participam da liberação de adenosina e prostaglandinas durante a resposta inflamatória. ¹ ²
A privação de sono causa prejuízos em todas as faixas etárias. Em crianças, há maior tendência de telômeros mais curtos, que aumentam mortalidade e morbidade na idade adulta. Na adolescência, o sono insuficiente influencia os padrões alimentares e de atividade física, repercutindo na sua saúde e no seu desenvolvimento. No adulto, desencadeiam-se doenças cardiovasculares, obesidade, diminuição da fertilidade, transtornos psiquiátricos e alterações epigenéticas indesejadas. ³
Pesquisas demonstraram a existência de uma correlação entre o sono de má qualidade e danos à imunidade humoral, aquela que envolve anticorpos. Portanto, dormir bem ganha tamanha importância, já que a pandemia de COVID-19 alterou a rotina de muitos, afetando a qualidade do sono. Isso tornou-se um fator de risco para o desenvolvimento de problemas, causando até prejuízos na imunidade. ⁴
A privação de sono gera maior atividade de citocinas: fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), interferon (IFN), interleucina-1-beta (IL-1-beta). Isso favorece o aumento de marcadores inflamatórios, como a proteína C reativa (PCR). É um conjunto de alterações metabólicas que afeta negativamente a imunidade. Sendo assim, dormir bem é de suma importância para a saúde e qualidade de vida. ⁴
A nutrição é importante para o sono porque nutrientes, como a vitamina B6 e o magnésio, atuam no canal de ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor indutor do sono, que produz calma e relaxamento. Já o ômega 3 possui papel na melhora do humor e depressão, bem como na formação da melatonina, hormônio do sono. ⁵
Estratégias nutricionais para ter uma boa noite de sono são bem-vindas. É o caso dos chás de ervas, como a passiflora encarnata (maracujá). O consumo da planta também é capaz de modular o canal de GABA. Orientar quanto ao uso adequado de bebidas energéticas também é útil para que a cafeína não atrapalhe o sono. ⁶
Magnésio, zinco, carotenoides, vitamina A, vitamina C e vitamina D são importantes para o sistema imunológico. Cobre, ferro, selênio e vitamina E, além de vitaminas do complexo B, como a B6, B12 e o folato, também desempenham papel neste sentido. Portanto, manter uma alimentação equilibrada, que forneça os micronutrientes essenciais, é fundamental tanto para manter o sono, quanto para a imunidade. ⁷
1. SANTANA, Thaís Pereira et al. Sono e imunidade: papel do sistema imune, distúrbios do sono e terapêuticas. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 6, p. 55769-55784, 2021.
2. DUSSE, Luci Maria Sant'Ana; VIEIRA, Lauro Mello; CARVALHO, Maria das Graças. Revisão sobre óxido nítrico. Jornal Brasileiro de patologia e medicina laboratorial, v. 39, p. 343-350, 2003.
3. LESSA, Ruan Teixeira et al. A privação do sono e suas implicações na saúde humana: uma revisão sistemática da literatura. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 56, p. e3846-e3846, 2020.
4. DE LUCENA, Larissa Sena et al. DISTÚRBIOS DO SONO NA PANDEMIA DO COVID-19: REVISÃO NARRATIVA. Estudos Avançados sobre Saúde e Natureza, v. 1, 2021.
5. LAVIALLE, Monique et al. An (n-3) polyunsaturated fatty acid–deficient diet disturbs daily locomotor activity, melatonin rhythm, and striatal dopamine in Syrian hamsters. The Journal of nutrition, v. 138, n. 9, p. 1719-1724, 2008.
6. APPEL, Kurt et al. Modulation of the γ‐aminobutyric acid (GABA) system by Passiflora incarnata L. Phytotherapy Research, v. 25, n. 6, p. 838-843, 2011.
7. GOMBART, Adrian F.; PIERRE, Adeline; MAGGINI, Silvia. A review of micronutrients and the immune system–working in harmony to reduce the risk of infection. Nutrients, v. 12, n. 1, p. 236, 2020.
“O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: APÓS OS 6 (SEIS) MESES DE IDADE, CONTINUE AMAMENTANDO SEU FILHO E OFEREÇA NOVOS ALIMENTOS.”
"O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS OU MAIS.”