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15 de outubro, 2026
- Por Acervo Grupo Piracanjuba

Conheça os alimentos de baixo índice glicêmico

O que é índice glicêmico e porque ele é tão importante quando falamos do controle da glicose sanguínea?
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Conheça os alimentos de baixo índice glicêmico
Os carboidratos são um dos protagonistas quando o assunto é o controle da glicemia. No entanto, é importante lembrar que nem todos os carboidratos se comportam da mesma forma no organismo. 

Alguns alimentos são digeridos e absorvidos mais rapidamente, levando a uma elevação mais intensa da glicose sanguínea após a refeição, enquanto outros promovem uma digestão e absorção mais lenta, levando a uma elevação gradual. Essa diferença depende de fatores como o tipo de carboidrato, o teor de fibras, o grau de processamento do alimento e a composição da refeição como um todo. 

Considerar essas características é importante quando falamos em alimentação saudável, sendo especialmente relevante no cuidado de pessoas com diabetes ou que precisem, por alguma razão, realizar o controle da glicemia. 

Por isso, o índice glicêmico é uma ferramenta prática para avaliar o impacto dos alimentos fonte de carboidratos na glicemia, podendo contribuir para o planejamento alimentar e para a seleção de alimentos mais interessantes em dietas voltadas ao controle glicêmico. 

Vamos entender melhor o que é o índice glicêmico e como esse conceito pode ser aplicado na rotina. 

 O que é índice glicêmico? 


O índice glicêmico (IG) é uma medida que classifica os carboidratos dos alimentos de acordo com a velocidade com que eles elevam a glicose no sangue após o consumo. Alimentos de alto IG provocam um aumento rápido e acentuado da glicemia pós-prandial, enquanto alimentos de baixo IG liberam glicose de forma mais gradual1,2.  

Considerar o IG dos alimentos pode ser importante, especialmente quando se trata de pacientes com necessidade de controle da glicemia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o uso do índice glicêmico e da carga glicêmica pode ser considerado para melhorar o controle glicêmico em pessoas com diabetes tipo 2, especialmente quando os alimentos são consumidos de forma isolada1.  

Ainda, no planejamento alimentar de pacientes com diabetes tipo 1, considerar o perfil glicêmico da dieta é essencial para evitar tanto hiper quanto hipoglicemia e outras complicações da doença4. No manejo do paciente com diabetes o consumo de alimentos com baixo índice glicêmico também possui efeitos sob os níveis de hemoglobina glicada3.  

Dessa forma, é possível entender a importância de uma alimentação que prioriza os alimentos de baixo índice glicêmico, especialmente em pessoas com alterações metabólicas1,4.

Alimentos de baixo índice glicêmico 


Agora que você já sabe o que é Índice Glicêmico e sua relação com a saúde, veja a seguir os principais alimentos de baixo índice glicêmico que podem ser incluídos em dietas para controle da glicemia1,3,5. 

 


É importante destacar que esses são exemplos de alimentos que podem compor o plano alimentar, mas a alimentação deve ser avaliada como um todo. O índice glicêmico da dieta é influenciado não apenas por alimentos isolados, mas por estratégias que precisam ser incluídas na rotina alimentar como base para um estilo de vida saudável.


Como controlar o índice glicêmico da dieta? 


Conheça algumas estratégias práticas que podem ser adotadas para o melhor controle do índice glicêmico da alimentação1,2,3. A praticidade é essencial para a melhor aderência dos hábitos, por isso, ferramentas simples podem facilitar a maior constância das estratégias na rotina. 


1.Priorizar carboidratos não refinados e ricos em fibras 


Reduzir a ingestão de carboidratos refinados e açúcares adicionados, priorizando carboidratos de vegetais, legumes, leguminosas, frutas, laticínios e grãos integrais, favorece a redução do índice glicêmico das refeições1,4.  

2.Aumentar a ingestão de fibras  

A recomendação para atenuar a hiperglicemia pós-prandial é de 14 g de fibra a cada 1.000 kcal, com mínimo de 25 g por dia. De acordo com a SBD, o aumento da ingestão de fibras em cerca de 15 g/dia, até um total de 35 g/dia, reduz a glicemia de jejum em aproximadamente 10 a 15 mg/dL1. 

3.Combinar carboidratos com fibras, proteínas e gorduras saudáveis 

Embora os carboidratos tenham o maior impacto na glicemia pós-prandial, a gordura e a proteína da dieta também afetam significativamente o perfil glicêmico. Refeições mistas (com fibras, proteínas e gorduras monoinsaturadas) reduzem a resposta glicêmica comparadas ao carboidrato isolado1,4. 

Quando o objetivo da prescrição nutricional é o controle da glicemia, alimentos de alto IG devem ter seu consumo limitado e inseridos dentro de um padrão alimentar equilibrado. Isto inclui carboidratos refinados como pão e arroz branco, massas refinadas, açúcares adicionados, bebidas açucaradas e doces em geral3. 

Dessa forma, é possível entender que o índice glicêmico é uma medida que pode ser avaliada visando melhorar o impacto da alimentação na glicemia. A presença de alimentos com baixo índice glicêmico em dietas nas quais o objetivo é o controle da glicemia pode ser uma boa estratégia alimentar nestes casos. 

Por fim, é importante reforçar que toda prescrição alimentar deve ser individualizada, sempre respeitando as preferências alimentares, condições econômicas e situação de saúde do paciente.  


Referências Bibliográficas
[1] Ramos S, Campos LF, Maristela Strufaldi DRB, Gomes DL, Guimarães DB, Souto DL, Marques M, Sousa SSS, Lauria M, Bertoluci M, Campos TF. Terapia nutricional no pré-diabetes e no diabetes mellitus tipo 2: diretriz oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2023.
[2] Gerontiti E, Shalit A, Stefanaki K, Kazakou P, Karagiannakis DS, Peppa M, et al. The role of low glycemic index and load diets in medical nutrition therapy for type 2 diabetes: an update. HORMONES. 2024 May 16;23(4):655–65.
[3] ElSayed NA, Aleppo G, Bannuru RR, Beverly EA, Bruemmer D, Collins BS, et al. 5. Facilitating positive health behaviors and well-being to improve Health Outcomes: Standards of Care in Diabetes—2024. Diabetes Care. 2023 Dec 11;47(Supplement_1):S77–110. 
[4] Campos TF de, Ramos S, Campos LF, Guimarães DB, Baptista DR, Gomes DL, et al. Terapia Nutricional no Diabetes tipo 1. Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2024.
[5] Atkinson FS, Foster-Powell K, Brand-Miller JC. International Tables of Glycemic Index and Glycemic Load Values: 2008. Diabetes Care. 2008 Oct 4;31(12):2281–3. 



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