A obesidade é uma doença crônica e associada a diversas comorbidades, como o diabetes mellitus tipo 2, hipertensão, dislipidemia, doenças cardiovasculares e hepáticas1.
Atualmente, um dos tratamentos mais eficazes em longo prazo para a perda de peso em casos de obesidade grave é a cirurgia bariátrica, que está associada a uma perda de 15 a 30% do peso corporal1.
No entanto, esse é um procedimento complexo, que envolve preparo adequado e acompanhamento para garantir um bom equilíbrio nutricional ao longo do pós-operatório, evitando deficiências nutricionais.
A cirurgia bariátrica e os desafios nutricionais
A cirurgia bariátrica é um procedimento que pode ser realizado em casos de obesidade grave e que vem ganhando popularidade nos últimos anos, podendo proporcionar melhorias para a saúde como a perda de peso e o maior controle de questões de saúde associadas ao excesso de peso (como diabetes mellitus e hipertensão)2,3.
Apesar de seus benefícios, essa cirurgia é acompanhada de alguns riscos, principalmente em termos de complicações nutricionais. Isso ocorre por conta de mudanças na quantidade de alimentos que é consumida e nas modificações corporais geradas pela técnica cirúrgica, que impactam na absorção de nutrientes1,3,4.
Embora o grau de impacto na absorção de nutrientes possa variar entre os diferentes técnicas cirúrgicas, de modo geral, todas impactam negativamente nos níveis de ferro, vitamina B1 (tiamina), folato, vitamina B12 e vitamina D, aumentando o risco de deficiência destes nutrientes1.
Para otimizar os resultados e prevenir complicações, o acesso a uma alimentação planejada para esse momento é crucial para aqueles que fizeram a cirurgia bariátrica. É necessário realizar acompanhamento regular ao longo da vida, incluindo monitoramento da ingestão nutricional, avaliações nutricionais e realização de exames laboratoriais1.
A redução da qualidade e da quantidade da dieta, alteração na absorção de nutrientes, ingestão inadequada de proteínas e a suplementação insuficiente de vitaminas e minerais são fatores de risco para um deficiências nutricionais, perda excessiva de massa muscular e até mesmo de massa óssea1.
Necessidades nutricionais pós-bariátrica
A capacidade gástrica reduzida após a cirurgia bariátrica leva à ingestão limitada de alimentos. Além disso, a intolerância a certos alimentos, diminuição da produção de ácido gástrico, falta de fator intrínseco (componente produzido pelo corpo e essencial para a absorção de vitamina B12) e a redução da superfície de absorção do intestino são fatores que contribuem para deficiências de micronutrientes5.
Confira a seguir alguns nutrientes essenciais no cuidado nutricional pós-bariátrica.
Consumir quantidades suficientes de proteína é essencial para prevenir a perda de massa magra durante à rápida de perda de peso após a cirurgia bariátrica. Além disso, o consumo proteico adequado também ajuda a prevenir a queda de cabelo e edema5.
No pós-operatório, a ingestão de proteínas deve ser de 10 a 35% da ingestão calórica diária. Para aqueles em manutenção do peso, é recomendada uma ingestão de 0,8-1,2 g de proteína por kg de peso corporal por dia. Para os que estão em perda de peso ativa, a recomendação é de 1,2 g/kg de peso corporal2.
Apesar da sua importância, a ingestão de proteínas é frequentemente reduzida, principalmente no primeiro ano após a cirurgia, devido às intolerâncias alimentares e preferências por alimentos não proteicos. Por isso, a suplementação com proteínas é frequentemente necessária para garantir um consumo adequado5.
O ácido fólico é um nutriente de extrema importância, com função no metabolismo de proteínas, além da síntese de DNA e RNA6.
Um dado alarmante: a prevalência da deficiência de folato é relatada em até 65% dos pacientes após a cirurgia bariátrica2.
Por isso, de acordo com as recomendações atuais, após a cirurgia bariátrica, é necessário que haja a suplementação de 400 a 800 mcg de ácido fólico diariamente2.
Para as mulheres em idade reprodutiva, é recomendada uma dose maior, de 800 a 1000 mcg2.
A vitamina D desempenha papel fundamental na saúde óssea. A deficiência desta vitamina resulta em absorção reduzida de cálcio no intestino, o que aumenta a retirada desse mineral dos ossos, levando à perda de densidade mineral óssea7.
Pessoas com obesidade costumam apresentar baixos níveis de vitamina D, com a prevalência da insuficiência desta vitamina sendo 35% maior nesse público, quando comparado a indivíduos com IMC considerado adequado3.
Portanto, pessoas com obesidade submetidas à cirurgia bariátrica geralmente já apresentam baixos níveis de vitamina D no pré-operatório e, no pós-operatório, níveis ainda mais baixos são observados, independentemente da técnica cirúrgica escolhida3.
Assim, a suplementação costuma ser necessária nesses indivíduos2. A dose recomendada de vitamina D3 é de 3000 UI diárias, até que os níveis de vitamina D estejam superiores ao nível considerado suficiente (30 ng/mL) 2.
O cobre é um nutriente essencial para a produção de células do sangue e sua deficiência pode causar problemas como a anemia2.
O zinco, por sua vez, possui papel essencial no sistema imunológico. A sua deficiência pode causar perda de cabelo e alterações no paladar8.
Todos os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica devem ingerir uma dose diária maior que a recomendada (RDA) de cobre e zinco como parte da suplementação, com a dosagem definida por um profissional de saúde e baseada no tipo de procedimento que foi adotado na cirurgia2.
O GLP-1 na cirurgia bariátrica
O GLP-1 é um hormônio intestinal secretado em resposta à ingestão de nutrientes que contribui para a regulação dos níveis de alguns hormônios relacionados ao equilíbrio da glicose, como insulina e glucagon. Além disso, também retarda o esvaziamento gástrico, aumenta a saciedade e reduz a ingestão alimentar8.
Embora a cirurgia bariátrica seja o tratamento mais eficaz para a obesidade, algumas pessoas apresentam perda de peso insuficiente ou recuperam o peso após a cirurgia, o que pode levar à recorrência de comorbidades relacionadas à obesidade. Assim, substâncias similares ao GLP-1 têm sido utilizadas como parte da terapia complementar à cirurgia bariátrica no pós-operatório8.
Tendo em vista todos os desafios diários daqueles que passam pela cirurgia bariátrica, uma suplementação completa, prática e versátil pode fazer a diferença no cuidado nutricional.
Excellence Total Care contém 25g de proteínas, ácido fólico, vitamina D, cobre e zinco, além de outras vitaminas e minerais. Ele foi pensado especialmente para o momento pós-bariátrica, com nutrientes que são absorvidos com maior facilidade, sendo uma opção eficiente para esse momento no qual há restrições no consumo e na digestão dos alimentos. Com sabor neutro, pode ser inserido de forma prática nas refeições, contribuindo para o enriquecimento nutricional de refeições com volume reduzido.
É importante um acompanhamento atento por um profissional de saúde para garantir que a suplementação seja implementada na rotina sem causar dificuldades para o consumo e atendendo às suas necessidades nessa nova fase.